Hoje parei e fiquei pensando, nesses passarinhos dentro destas gaiolas.
Seu canto triste parece um clamor pela liberdade perdida. Talvez eles
não consigam se conformar, pois quem já sentiu o gosto da liberdade
não consegue se conformar com uma prisão. O canto é a arma que eles
conhecem, e eles cantam desesperadamente.
Tento perceber se não estou também preso na gaiola, dos meus pensamentos,
condicionamentos, opiniões e preconceitos. Será que quando eu provar a
liberdade, eu não vou ser como estes passarinhos? Cantarei até alguém
abrir a portinhola?
Voarei?
Com minhas asas fortes indo contra o vento em busca de lugares mais
acolhedores?
Será que não estamos todos tolhidos de nossa liberdade, somente esperando
o momento certo, para que com o canto do pássaro possamos finalmente
ACORDAR?! Para aquilo que verdadeiramente devemos ser e fazer?
Levanto da minha cadeira confortável e dou primeiro passo:liberto os
bichinhos de seu cativeiro e sinto pela primeira vez a plenitude da liberdade
surgindo alegremente em meu ser.
Eles podem voar, e eu, a minha maneira, também posso.
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