Quando nós chegamos aqui pela primeira vez
Nossa carne era gelada e branca.
Nossa pele translúcida.
Então a luz atravessou nossos corpos
E nós éramos tais como prismas
Lembra-se como brilhávamos?
E as cores luziam através de nós
Num espectro multicolor.
Aos poucos tornamo-nos coloridos também
Nossa palidez tornou-se menos aparente
Nossa pele já não era translúcida.
De frágeis seres medrosos e de olhos grandes
Atingimos o topo da cadeia alimentar
Humanóides de pelo grosso é o que éramos
Mas por baixo da carcaça espessa
Lá estava ela: nossa essência
Nossa Alma, quem nos dá a diretriz.
Não nos deixa cair.
Embora ainda cometamos alguns excessos,
Vamos escutar sempre nossa Consciência
Para nos guiar na noite escura,
Lembrar-nos que somos herdeiros da Luz
E que ela nos acompanhe na chegada do Alvorecer.
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