A felicidade é uma roupa que não me cai bem.
Para os outros parece ajustar perfeitamente.
Para mim sempre precisa de uma barra ou uma pence.
A felicidade está fora de moda,
Mas mesmo assim, há os que a procurem ansiosamente.
Por debaixo dos lençóis,
Nos bancos do carro,
Nas mesas dos restaurantes, prateleiras do supermercado,
Nos aeroportos.
Encontra-se a felicidade em doses homeopáticas,
Por milésimos de segundo.
Deixam-na esvair-se por entre os dedos.
Cansei de procurá-la por hoje.
Ela que venha ao meu encontro,
Se ela quiser e sobrar tempo.
Ela é como uma porta entreaberta,
Que só os de boa vontade têm a força
Para abri-la.
Nenhum comentário:
Postar um comentário