O sol forte em minha testa e as pedras não me farão desistir da caminhada.
Quero encontrar dias melhores. O céu em um sorriso há de me abraçar e o sol
de acarinhar docemente a minha fronte.
Até lá, vou carregar esta inimiga em minhas costas: a dúvida,
que me faz tão desconfiado.
As sombras da noite já escurecem o caminho.
É melhor parar.
Na mochila um naco de pão. Será minha lauta refeição.
Na luz crepitante da fogueira, reencontro o calor, me faz lembrar de
olhos radiantes de outrora.
A fogueira se apaga. O vento sopra. O frio se achega.
Com a manhã renasce o sol e aquela linda amiga de olhos vivos,
chamada Esperança.
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