sábado, 28 de fevereiro de 2015

Rabisk


Mysterious ways

Depois que eu abro meus olhos
Pela manhã
Eu sempre tenho um mistério a desvendar
Esse mistério, ao longo do dia
Vai se transformando.
Muda de cores, formas.
Vai se mimetizando, se camuflando...

Quando eu, ingênuo acho
Que já tenho a resposta
Imediatamente volto ao ponto-zero.

Tenho certeza que para mim
Descobrir o mistério que ronda minha existência
Fará total diferença.

Eu sei que no dia que eu descobrir.
Todas as portas me serão abertas.
Mas temo ser tarde demais.

Do it


Caminhe comigo

Não leve o que eu escrevo tão a sério
Não leve minhas palavras tão ao pé da letra.
Porque eu sou obtuso, abstrato e inseguro.
Somente leve a sério se eu disser
Que vou me matar
Na piscina de bolinhas
Ou que eu vou levar uma tesoura
Pra cortar o pára-quedas
Que eu vou saltar
Nisso você pode acreditar
Eu não sou mentiroso
Sou imaginativo
Minhas histórias não querem fazer mal.
Quero mostrar que quando eu escrevo
Eu estou aprendendo também.
Então, não fique caminhando atrás de mim
Pois talvez eu não seja um bom guia.
Nem tampouco queira que eu te siga
Podemos querer ir para lugares diversos.
Mas enquanto estamos juntos,
Caminhemos lado a lado,
Como bons amigos :-)

Doce

Viajando em um foguete
Quero chegar a Plutão
Onde os rios são de chocolate
E as pedras de açúcar.

Estou ansioso
Quero esvaziar os rios
E comer todas as pedras
As nuvens são de marshmellow
Quando chove é uma festa.

Lá os amigos são verdadeiros
Dividem o chocolate
As pedras e o marshmellow
Os amigos têm o coração doce.

Nada tem de amargo ou azedo
Só as balas azedinhas
Mas pode comer sem fazer cara feia

Voando em um cometa
Quero chegar a Plutão
Onde os rios são de chocolate
E as pessoas de açúcar.



A Prisão das Palavras

Sou como um livro fechado
Que alguém cansou de ler
E deixou ali, de canto.
As letrinhas miúdas, mal impressas
A capa dura, pesada.

Gostaria de ver as idéias
Escapulindo despretensiosamente
Pelas linhas e entrelinhas
Fazendo alguém sonhar
Ou sorrir, ou chorar.
Por um instante, tocar a vida de alguém
Com minhas próprias palavras.
Estas palavras desejam ansiosamente
Serem lidas, compreendidas...

Sou como o livro rasgado,
Sem capa, com páginas faltando,
Esperando mãos habilidosas
Para me reconstruir...
Sou esta prisão de palavras,
Sou como as pessoas comuns,
E todas as suas histórias.


domingo, 1 de fevereiro de 2015

Meu Ídolo


Sorrir

Ontem eu chorei, mas
Hoje eu quero sorrir
Não gargalhar escandalosamente
Como outrora, mas
Simplesmente sorrir
Um sorriso aberto e sincero
Percebendo que tudo pode ser melhor que antes.
Se você chora hoje, parabéns
Pois talvez agora
Esteja chegando a hora de você sorrir também.
Se a sua jornada foi difícil até aqui,
Alegre-se
Quantos amigos ficaram pelo caminho.
Se o seu fardo ainda pesa,
Suporte-o com dignidade, sem lamentações
E se então, finalmente,
Você tem mil motivos para se alegrar
Como eu
Mostre para o mundo
Que você ainda não esqueceu como se faz.
Então, sorria.


Amor

Você não precisa ser perfeito
Para ser bonito
Não precisa ser bonito
Para ser amado
Não precisa ser amado
Para ser feliz.

Mas, se você quer ser feliz
Você tem que amar muito
As pessoas que te rodeiam
E o Deus que te criou
Que mora no seu coração.

Oceano

Há um oceano
Entre meus desejos e eu
Não é um oceano navegável,
Há maremotos e monstros marinhos.
Impossível atravessar.
Você me diz
Pra ter sonhos mais palpáveis:
Comprar sapatos novos,
A singeleza de comer uma maçã.
O que há de errado com meus sapatos?

Eu vou ficar aqui
Olhando essa imensidão azul
Ficar imaginando
Meus sonhos do lado de lá.
Mas não está tudo perdido
Enquanto houver uma fagulha
De esperança, eu ainda estarei salvo.

Vou pedir carona em um barco
Ou em um transatlântico.